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	<title>masturbação masculina &#8211; Marcelle Paganini</title>
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	<description>Psicóloga e Sexóloga em Vila Velha - ES</description>
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		<title>Vício em pornografia *: como identificar e tratar.</title>
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				<pubDate>Thu, 12 Jan 2023 12:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Marcelle Paganini]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[Disfunção sexual]]></category>
		<category><![CDATA[problemas de casal]]></category>
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		<category><![CDATA[vicio em pornogragia]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>Vício, na origem da palavra, engloba tudo aquilo que é nocivo e mesmo assim é repetido de forma cíclica. No ciclo vicioso a coisa flui como uma roda gigante, uma coisa levando a outra, por exemplo o vício em cigarro. No ciclo vicioso do cigarro a pessoa fuma, se sente bem, passa algum tempo e &#8230; <a href="https://marcellepaganini.com.br/2023/01/vicio-em-pornografia-como-identificar-e-tratar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vício em pornografia *: como identificar e tratar.</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Vício, na origem da palavra, engloba tudo aquilo que é nocivo e mesmo assim é repetido de forma cíclica. N</span></span><span style="font-size: medium; font-family: 'Times New Roman', serif;">o ciclo vicioso a coisa flui como uma roda gigante, uma coisa levando a outra, por exemplo o vício em cigarro. No ciclo vicioso do cigarro a pessoa fuma, se sente bem, passa algum tempo e sente necessidade de se sentir bem de novo e acende mais um. Outras coisas desencadeiam o comportamento de fumar, como stress e tédio, mas por trás do comportamento de fumar está sempre o desejo de &#8220;se sentir bem&#8221;. Pessoas viciadas perdem a autonomia sobre o desejo e por isso a sensação do automático. É o tal do: &#8220;quando eu vi, já tinha fumado&#8221;. Mas e o que isso tem a ver com vício em pornografia? </span></p>
<h3><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">O buraco é mais embaixo!</span></span></h3>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">O vício em pornografia tem pormenores que o tornam mais difícil de prevenir, identificar e tratar. Primordialmente por conta do tema sexo ser tabu, ser tema velado e escondido pela sociedade no geral, tornando o acesso à educação sexual escasso e polêmico. E sem educação sexual, as pessoas, principalmente crianças e adolescentes, ficam à própria sorte com sua sexualidade. Diferente do cigarro, que existem inúmeras campanhas e informações que, apesar de ter reduzido o índice de fumantes e aumentado significativamente o número de pessoas buscando por tratamento (Pesquisa da Vigitel em 2021), mesmo assim algumas pessoas ainda se viciam. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Portanto, como vamos orientar sobre os malefícios de um tabu desse tamanho? Como vamos dar oportunidade para as pessoas solicitarem um tratamento? A resposta é: por &#8220;trabalho de formiguinha&#8221; como esse aqui. Provavelmente por isso que em consultório, a maioria dos casos de vícios em material pornográfico chegam quando os danos já estão extremamente altos. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> Isso sem mencionar as condições e os motivos financeiros das produções pornográficas, pois não vou me estender. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> Parecido com o cigarro, nosso exemplo de hoje, a exposição à pornografia gera prazer. </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Em 2023, num cenário pós-pandêmico e com acesso mais facilitado a esses materiais, acredito que o número seja maior ainda.</span></span></p>
<h3><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">E como o vício em pornografia pode afetar o relacionamento?</span></span></h3>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> Além da pessoa que tem vício em pornografia perder a autonomia a respeito da utilização, precisando desse estímulo para poder se excitar, principalmente na masturbação, a médio e longo prazo, isso pode trazer vários problemas ao relacionamento e à vida sexual.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> Correlacionando com o cigarro, que pode acarretar várias doenças pulmonares, respiratórias e cardíacas, os efeitos colaterais da pornografia vão desde a insatisfação com o sexo da vida real, insatisfação com a aparência física da parceria, desvalorização do afeto na relação sexual, comprometimento da confiança, até um descontentamento generalizado com o relacionamento. Tudo depende de como esse vício se instalou e de qual espaço o sexo ocupa  nessa relação. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> Também podemos observar efeitos psicológicos significativos, como aumento da agressividade (a pornografia é muito violenta, mesmo quando não mostra violência), ansiedade exacerbada, sintomas depressivos, dificuldade de tomada de decisões, desequilíbrio emocional, perda de interesse por estudos / trabalho, dentre outros. </span></span></p>
<blockquote><p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">O cérebro, simplesmente, não lida bem com vícios!</span></span></p></blockquote>
<h3><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Mas como identificar se você está viciado em pornografia?</span></span></h3>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> Alguns fatores podem dar indícios de que existe a possibilidade de um vício em pornografia instaurado. E ele pode ser leve, moderado ou grave dependendo do nível de danos que vem trazendo para a vida da pessoa. Vou citar alguns mais comuns:</span></span></p>
<ul>
<li><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Não consegue se masturbar, iniciar um ato ou manter excitação sem a presença de pornografia;</span></span></li>
<li><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Com o tempo o sexo no relacionamento ficou sem graça;</span></span></li>
<li><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Precisa cada vez mais de material diferente para se excitar, às vezes se assusta com o que assiste depois que termina a excitação;</span></span></li>
<li><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Tem exigido da parceria algumas coisas que nunca foram interesse do casal;</span></span></li>
<li><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Faz uso, pelo menos, semanalmente;</span></span></li>
<li><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Às vezes assiste algo que recebeu no celular e quando percebe está em excitação ou se masturbando;</span></span></li>
<li><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Precisa sair do convívio (trabalho, festas, etc.) para se masturbar, após ver algum material no celular de alguém ou sem querer;</span></span></li>
<li><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Tem demorado mais para ter orgasmo na relação real;</span></span></li>
<li><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Tem muito material salvo e não consegue se desfazer da maioria;</span></span></li>
<li><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">A parceira tem reclamado de um esfriamento ou distanciamento sexual;</span></span></li>
</ul>
<h3><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Como tratar o vício em pornografia?</span></span></h3>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> O melhor tratamento que existe para qualquer vício é o <em>multidisciplinar</em>. Por se tratar de um tema extremamente pouco difundido, não há um tratamento específico no SUS, inclusive a maioria dos planos de saúde ainda não dá a devida atenção à saúde sexual neste sentido. Porém, o serviço de psicologia, urologia, ginecologia e fisioterapia pélvica em conjunto, são o &#8220;padrão ouro&#8221; de tratamento no momento. Sugiro começar pelo profissional de psicologia que seja especializado em sexualidade para uma avaliação e início do contato com os outros profissionais. Para casos leves, alguns pacientes conseguem recuperar autonomia apenas com contato zero ou retirada gradativa do estímulo.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Vejo muitos profissionais, desinformados infelizmente, reproduzirem o discurso de que usar a pornografia como fator de excitação para o casal é algo benéfico. Eu inclusive no início da minha prática, antes de buscar evidências, reproduzi esse discurso. </span></span></p>
<blockquote><p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><em>Pornografia é como álcool na gestação: não há evidências de quantidade segura, porém existem muitas evidências dos malefícios.</em> </span></span></p></blockquote>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">No fim das contas, assim como o cigarro, a decisão inicial é nossa. As decisões seguintes podem não ser.</span></span></p>
<p><img class="alignnone wp-image-1038 size-medium" src="https://marcellepaganini.com.br/wp-content/uploads/2023/01/8002006-300x300.jpg" alt="Quebre as correntes do vício em pornografia. " width="300" height="300" srcset="https://marcellepaganini.com.br/wp-content/uploads/2023/01/8002006-300x300.jpg 300w, https://marcellepaganini.com.br/wp-content/uploads/2023/01/8002006-150x150.jpg 150w, https://marcellepaganini.com.br/wp-content/uploads/2023/01/8002006-768x768.jpg 768w, https://marcellepaganini.com.br/wp-content/uploads/2023/01/8002006-1024x1024.jpg 1024w, https://marcellepaganini.com.br/wp-content/uploads/2023/01/8002006-270x270.jpg 270w, https://marcellepaganini.com.br/wp-content/uploads/2023/01/8002006-600x600.jpg 600w, https://marcellepaganini.com.br/wp-content/uploads/2023/01/8002006-100x100.jpg 100w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<h5></h5>
<h5></h5>
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<h5><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Fontes:</span></span></h5>
<p><em><span style="color: #403d39;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Donnerstein, E., &amp; Linz, D. (1986) The question of pornography. </span></span></span><span style="color: #403d39;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Psychology Today</span></span></span></em></p>
<p><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Genuis, M., Violato, C., &amp; Paolucci, E. (1998). The effects of pornography on attitudes and behaviours in sexual and intimate relationships; National Foundation for Family Research and Education, Calgary</span></span></em></p>
<p><em><span style="color: #403d39;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Gray, S. (1982). Exposure to pornography and aggression toward women: the case of the angry male.</span></span></span></em></p>
<p><em><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">The development of symptoms of tobacco dependence in youths: 30-month follow-up data from the DANDY study.</span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> Joseph R. DiFranza, Judith A. Savageau, Kenneth Fletcher, Judith K. Ockene, Nancy A. Rigotti, Ann D. McNeill, Mardia Coleman e Constance Wood, em Tobacco Control, vol. 11, no 3.</span></span></span></em></p>
<p><em><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Zillmann, D., &amp; Bryant, J. (1982). Pornography, sexual callousness, and the trivialization of rape. Journal of Communication</span></span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">*Pornografia aqui engloba material de sexo explícito: fotos e filmes. Material erótico / não explícito como livros, filmes com teor sexual não entram nesta categoria.</span></span></p>
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		<title>Masturbação Masculina Saudável &#8211; O que não te contaram</title>
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				<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 20:51:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Marcelle Paganini]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Disfunção sexual]]></category>
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		<category><![CDATA[punho de ferro]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>Sobre o punho de ferro e outras questões. Texto para pessoas que tem ou lidam com Pênis. Só a palavra masturbação já é motivo para polêmica na nossa sociedade. O ato então, pouco ou nada se fala, sendo até pauta de regras religiosas e a afins. A ideia deste texto é trazer informações à luz &#8230; <a href="https://marcellepaganini.com.br/2020/06/punhodeferro/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Masturbação Masculina Saudável &#8211; O que não te contaram</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre o punho de ferro e outras questões.</p>
<p>Texto para pessoas que tem ou lidam com Pênis.<br />
Só a palavra masturbação já é motivo para polêmica na nossa sociedade. O ato então, pouco ou nada se fala, sendo até pauta de regras religiosas e a afins. A ideia deste texto é trazer informações à luz da sexologia e psicologia a fim de informar e tornar essa prática saudável de forma que não prejudique ou distorça a sua vida sexual bem como a do seu parceiro (caso você não tenha um pênis).</p>
<p><span id="more-806"></span></p>
<h5>Todo mundo deve se masturbar?</h5>
<p>Dentro da minha prática clínica a masturbação não é considerada errada ou lesiva, pelo contrário, dentro dos padrões saudáveis contribui para o autoconhecimento e desenvolvimento da sexualidade. Porém, a prática clínica deve sempre se adaptar ao paciente e por conta disso se na sua concepção pessoal, ou até na sua escolha religiosa, esse tipo de questão não é aceitável está tudo bem. É super possível se desenvolver de outras formas dentro da sua realidade. Compreenda, nem tudo é para todo mundo, principalmente em se tratando de limites pessoais.</p>
<h6>Aspectos emocionais</h6>
<p>Como dito acima, quando não há impeditivos físicos ou emocionais para a prática da masturbação, esta pode ser uma aliada ao desenvolvimento sadio de uma sexualidade saudável. Isso serve para qualquer pessoa, principalmente mulheres.</p>
<p>Digo principalmente mulheres, pois o estímulo a masturbação é muito mais velado e até negado às pessoas ditas do sexo feminino em comparação ao masculino.</p>
<blockquote><p>O estímulo a sexualização masculina chega a ser exagerada, tudo isso por conta do contexto sociocultural em que o sexo ocupa nas nossas vidas, a trajetória do sexo que envolve machismo, jogos de poder e controle de massas que não cabe discutirmos aqui.</p></blockquote>
<h6>O excesso de masturbação</h6>
<p>Acontece que esse excesso de estímulo a sexualização masculina não é saudável para ninguém. Produz homens ansiosos por uma &#8220;performance&#8221; sexual muitas vezes inatingíveis e mulheres perdidas sem saber quem são elas na fila do sexo. E em relação a masturbação não é diferente. Masturbar-se demais e/ou da forma errada pode causar muitos danos à saúde sexual do homem.</p>
<p>O excesso pode produzir desde ansiedade generalizada, pois o cérebro pode passar viciar na descarga hormonal daquele ato e passar a solicitar em grande escala. A pessoa se vê refém de masturbação, tendo até que parar atividades importantes para se satisfazer. Apesar das pesquisas científicas ainda não terem chegado a um limiar saudável de repetições masturbatórias, a maioria delas concorda (inclusive eu em minha humilde prática de consultório) em um limiar pessoal que varia entre um dia sim um dia não, que para cada pessoa varia para mais ou para menos.</p>
<ul>
<li>Antes de arrancar os cabelos querendo se enquadrar nas médias da ciência, seu primeiro sinal de alerta deve ser a observação.</li>
<li>Te prejudica de alguma forma?</li>
<li>Você deixa de fazer atividades por conta de uma necessidade sem gatilho (ninguém te excitou, não recebeu nenhum estímulo visual ou sensorial)?</li>
<li>Após o ato você se sente mal?</li>
<li>A frequência te agrada?</li>
</ul>
<p>Tenha em mente: sexo é um campo extremamente individualizado. Tentar caber em parâmetros pode ser adoecedor.</p>
<h6>Forma errada de se masturbar</h6>
<p>Combinado ou não com a frequência errada, um outro risco no excesso da masturbação é a forma que esse indivíduo &#8220;treina&#8221; o seu pênis. Existe um termo chamado &#8220;Punho de Ferro&#8221; que não é nada científico, porém utilizado para explicar a respeito da pessoa que utiliza tanta força na mão para se masturbar, que em um encontro sexual não consegue satisfação com penetração vaginal, anal, oral etc. Essa pessoa fica &#8220;refém&#8221; da sua própria mão e todo ato sexual termina em um solo, mesmo que na presença de parceria.</p>
<p>O ideal masturbatório para não virar um &#8220;punho de ferro&#8221; é conter a força do apertão e evitar estimular a glande (a parte de cima, a cabeça) com a mão.</p>
<p>O princípio ativo é fazer o máximo para imitar ou até fazer uma versão piorada de uma vagina ou anus. O uso de camisinha, gel lubrificante também contribuem para que não ocorra uma sensibilização errada.</p>
<h6>Fator de excitação</h6>
<p>Outra questão da masturbação é o que a pessoa utiliza para se ter desejo sexual. O mais comum é o uso da pornografia. Não vou condenar o uso da pornografia, mas vou alertar que, como em qualquer excesso, pode prejudicar o ciclo de resposta sexual de forma bastante significativa. Resumidamente: a sua mente pode passar a se excitar apenas com estímulos idênticos ou próximos ao dos filmes ou outros métodos que você utilizar, tornando mais difícil (e em alguns casos impossível) a excitação com um corpo ou situação real. Afinal, filme não é vida real, principalmente pornografia. Neste caso a vida não consegue imitar a arte, nem de longe.</p>
<p>O que fazer então? O cenário ideal é utilizar a imaginação, pensar em pessoas reais, situações que lhe ocorreram dentre outras. Veja, falo em um excesso.</p>
<blockquote><p>Estímulos diferentes como contos eróticos e até filmes próximos a realidade podem ajudar sim como inspiração para a vida sexual, mas jamais servirem de alvo, de expectativa que a vida seja da mesma forma.</p></blockquote>
<h6>
Tratamento</h6>
<p>Quanto para pessoas que adquiriram uma frequência errada, tanto para o &#8220;punho de ferro&#8221; existem tratamentos adequados disponíveis no mercado. Como é um estado amplo e individual o tratamento também é. O que geralmente ocorre no meu consultório é o tratamento multidisciplinar que pode contar com: psicólogo sexólogo (a minha especialidade), médico urologista, endocrinologista, nutrólogo, fisioterapeuta pélvico, dentre outros que o paciente necessitar.</p>
<p>Destaque para o trabalho psicológico que é fundamental nessa questão pois a área sexual é diretamente interligada à área emocional no geral. O que acontece em uma área afeta a outra podendo inclusive trazer questões físicas através de somatizações.</p>
<h6>Fidelidade</h6>
<p>Brinco com meus pacientes que o pênis é muito fiel à mente. Uma brincadeira muito real. Se você alimentar ele com estímulos errados, ele não vai responder da forma que você acha correto. Por isso o abuso de substâncias que provocam ereção (sem uma necessidade clínica real) tem alcançado níveis preocupantes. É uma educação sexual praticamente nula, combinada com expectativas irreais e o resultado é daí em diante. Portando se algo te incomoda na sua sexualidade, se sente que tem algo que poderia ser melhor, se seu pênis não tem te atendido dentre outras questões, busque ajuda o quanto antes.</p>
<p>Infelizmente os homens que chegam no meu consultório em sua maioria, chegam lá como última opção, já cansados e com o ciclo de resposta sexual e e estado emocional extremamente abalados. Geralmente com muitas questões das tentativas de solucionar bem como frustrações para lidar, tornando o tratamento mais longo do que se tivessem ido mais cedo. Não os culpo, a cultura e o nosso cenário em nada contribuem. Porém se você se identificou com esse texto, independentemente de como está o seu quadro ou do seu parceiro, busque ajuda. Existe vida sexual saudável! É possível. Combinados?</p>
<p><iframe title="Punho de Ferro - Um vício na Masturbação que prejudica a qualidade sexual!" width="604" height="340" src="https://www.youtube.com/embed/nJ9pelG3ljY?feature=oembed&amp;wmode=opaque" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Muito obrigada pela leitura e até o próximo texto!</p>
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