21 novembro

Ter filhos ou não ter

Se você está naquele momento em que precisa decidir se é a hora ou não de ter filhos, esse texto é para você!

Em tempos de discussões ferrenhas a respeito do que a mulher deve ou não deve, escutei de um “profissional” falar uma asneira em rede nacional, foi mais ou menos assim: “Toda mulher vai querer ter filhos um dia. A mulher nunca pode dizer não à maternidade”. Piffff #trofeunonsense

Não vou revelar o nome por questões óbvias, mesmo porque ele nem me conhece e não estou a fim de conhecê-lo também.

Mas querido amigo, permita-me discordar do senhor e que pegue o gancho quem pensa assim também.

Vamos começar falando do que envolve ser mãe: temos duas vertentes rolando por aí. A que romantiza a maternidade e diz que é um amor fora do normal, que é a melhor experiência de uma vida etc. E tem quem diga que é o inferno na terra e que a mulher deixa de viver tudo o que construiu até então para viver em função do filho, não come, não bebe, não dorme, morte, peste, gafanhoto, fujam pras colinas!

Qual delas está correta? Nenhuma!

A maternidade como outras vivências humanas é única para cada pessoa e muito do que vai acontecer com você se optar ou não por ter filhos só depende de como você vai levar a experiência e o quanto você desejou e se preparou emocionalmente para viver-la.

Portanto esse profissional que afirmou que TODA mulher vai querer ter filhos, tem um pensamento supergeneralista e que de certa forma é um reflexo do senso comum que rola por aí. A sociedade no geral gostaria muito que fosse assim. Sinto desapontar a humanidade com meu texto, mas cada mulher é única.

Então, pessoa, o que eu faço? Ter ou não ter filhos?

Nessa questão cabe muito bem o autoconhecimento. Vamos fazer um pequeno exercício?

Responda a essas três perguntas que vão clarear seu contexto, seja honesta!

1 – Nos seus planos a longo prazo, tem ou cabe uma ou mais crianças?

2 – O que significa uma mãe para você (independente de como foi a sua)?

3 – Já sonhou em ser mãe?

Respondendo essas perguntas você entende como é até hoje o seu cenário a respeito da maternidade e fica mais fácil pensar no assunto.

Levando a reflexão das três perguntas anteriores, responta a quarta e quinta perguntas que são as mais importantes:

4 – Você QUER ser mãe?

5 – Que tipo de mãe você quer e acha que vai ser?

Deixando claro que esse exercício refere-se ao seu contexto atual, e que como seres humanos além de únicos, somos mutáveis. Portanto isso pode mudar em algum momento, como pode ser uma verdade que vai te acompanhar para a vida. Porém ao praticar o autoconhecimento fica muito mais fácil tomar decisões acertadas e de acordo com o que é e o que não é para nós mesmas.

A verdade é que nem toda mulher nasceu para ser mãe, prova disso é o novo conceito de mãe narcisista que vem sendo disseminado pela mídia ultimamente. E nem toda mulher nasceu para não ser mãe, algumas tem esse sonho (alguns dizem ser até um dom) enraizado no fundo da sua anima (alma).

Portanto, independente do grupo que você participa, da opinião que você tem a respeito disso, se conheça profundamente e decida o que é melhor para você mesma. Não se renda a pressões da sociedade, pois a frustração é certa.

E você mulher, ajude a calar a voz dos preconceituosos, respeite o que sua amiga escolheu para a vida dela. Se ela quis ser mãe de cinco filhos e você mal quer cuidar de uma planta, a palavra é respeito! Ou se ela não quer ter nem um cachorro e você está superfeliz sendo mãe, tenha respeito também. Ninguém está errado.

Portanto, respeite o outro, se respeite, seja livre, feliz, se conheça e decida o que é melhor para você! Está tudo bem ser você mesma!

Nessas horas vale aquela máxima: escolhi não ser obrigada a nada!
🙂

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